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Visões Mitológicas
Não resistindo ao chamado de Eurídice, que havia acabado de resgatar do inferno, Orfeu olhou para trás e perdeu-a para sempre.
José vivia sem olhar para trás, para que as dores não se perpetuassem e as feridas cicatrizassem. Não queria perder o que restava do seu amor. Guardava no coração a imagem de Maria, suas noites de amor, seus gemidos de prazer, a maciez do toque de suas mãos, o calor provocado por seu olhar. Sabia que suas vidas haviam evoluído como passos de tango, onde ela se deixara seduzir pelos seus braços potentes, que a dobravam e a desnudavam. Fazendo-a deslizar, pernas unidas, sexos clamando por satisfação, a sensualidade à flor da pele. Suas mãos a tocavam como se seu corpo fosse um instrumento de cordas, delicada e decididamente. Faziam-na vibrar, delirar de prazer como música tocada com o coração. E ele tocou suas vidas assim, como músico boêmio, sedento de prazeres, de emoções.
Um dia, não a encontrou à sua espera, à sua disposição.
Percorreu como louco, ruas, praças, becos, bares, boates, infernos. Fez de tudo um pouco, sem poupar esforços nessa busca que se perpetuava enquanto o tempo, inexorável, corria frenético. Até que a encontrou. Amasiada a um cafetão, sustentando-o e aos seus vícios todos. Tentou convencê-la, negociou, tentou até mesmo comprá-la, mas de nada adiantou. A cada conversa, a cada acusação ou jura de amor eterno, ouvia que não devia olhar para trás, que devia seguir sua vida e deixá-la se consolando com seus próprios demônios.
Resignado, voltou ao seu mundo, à sua vida também repleta de demônios, outros, que não o deixavam em paz. Continuava tocando à noite e arrebanhando seguidoras que com ele queriam formar nova dupla de tango. Mas nenhuma lhe servia. Apenas Maria, cujo gosto não conseguia esquecer. Seu cheiro impregnado em seu corpo o perseguia, suas curvas, tantas vezes moldadas por suas mãos não o deixavam em paz. Já não sabia mais a distinção entre convicção e esperança. Sabia apenas que a queria de volta. Vivia no centro de um pesadelo e tentava reinventá-lo-lo, com sua amada em seus braços, entre suas pernas, sob seu corpo. Sabia que apenas sua lembrança a mantinha viva em seu coração.
Num clarão luminoso, viu-a descendo delicadamente, vinda diretamente do céu, com asas de anjo. Sentindo-se o mais venturoso dos mortais, sorriu e levantou os braços para ampará-la, apertá-la de encontro ao peito e beijar os lábios tão ansiados e queridos. Quando os seus já sentiam o calor dos lábios de Maria, sentiu uma estocada no peito e acordou na sarjeta, atacado por quatro prostitutas que tentavam assaltá-lo num beco escuro.
José morreu alí, sem saber ao certo se havia reencontrado sua amada ou se havia novamente olhado para trás, perdendo-a para sempre, desta vez pelas mãos das prostitutas. Seu sangue escorreu pela sarjeta e seus suspiros apagaram-se sob as estrelas.
Orfeu Rebelde
(Miguel Torga)

Orfeu rebelde, canto como sou: Canto como um possesso Que na casca do tempo, a canivete, Gravasse a fúria de cada momento; Canto, a ver se o meu canto compromete A eternidade no meu sofrimento.
Outros, felizes, sejam rouxinóis... Eu ergo a voz assim, num desafio: Que o céu e a terra, pedras conjugadas Do moinho cruel que me tritura, Saibam que ha' gritos como há nortadas, Violências famintas de ternura.
Bicho instintivo que adivinha a morte No corpo dum poeta que a recusa, Canto como quem usa Os versos em legitima defesa. Canto, sem perguntar à Musa Se o canto é de terror ou de beleza.
Zeca07 - 19h26
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SLAVE
Maíra sentia um vazio no peito. Estava deprimida, sòzinha, sem objetivos claros. Precisava fazer algo para mudar aquilo, pois sempre fora atirada, decidida. Acessou a internet e entrou num site de encontros, onde, após três ou quatro tentativas, entabulou um papo legal com um cara que se denominava Slave. E Slave não queria sexo virtual; queria encontrar pessoalmente com ela para travarem conhecimento e, se rolasse algo, aí veriam. Marcaram para dalí a duas noites, num bar conhecido. Ela se preparou com esmero, caprichou na maquiagem e vestiu o vestido vermelho, que realçava seu corpo e delineava suas formas. A conversa rolou até tarde e Slave, além de bonito, era másculo, inteligente e cativante. Lá pelas tantas ela se rendeu aos seus encantos e aceitou o convite para passar a noite no apartamento dele.
Era um velho prédio no centro da cidade, que mantinha uma certa classe e dava um ar de respeitabilidade aos moradores. O apartamento era grande, embora imperasse um certo gosto kitsch na decoração, o que ela creditou ao fato de ele morar sòzinho. As cortinas eram panos escuros pendurados em varões, que se arrastavam pelo chão. Os móveis, poucos, forrados com tecidos escuros, predominando vinhos e terras. Uma certa desorganização mostrava que ele não se preocupava muito em guardar coisas; livros espalhados, roupas sobre cadeiras, papéis empilhados e um objeto meio insólito sobre a mesa - um chicote daqueles sadomasoquistas. Numa das paredes, algumas espadas, adagas e punhais substituiam quadros.
Ele serviu bebidas e ajoelhou-se à frente dela, abaixando-se até seus pés, onde pos-se a lamber seus sapatos, antes de tirá-los e jogá-los num canto qualquer. Sem levantar-se, pediu que ela o empurrasse com os pés, o que o fez perder o equilíbrio e cair de costas. Ainda no chão, pediu que Maíra o pisasse e, se quisesse, o chutasse. Ela estava apavorada com o que percebia nesse comportamento dele, mas foi fazendo e, para sua surpresa, não deixando de sentir um certo prazer em submetê-lo aos seus pés. Foi se sentindo excitada com a novidade e, sentando-se sobre ele, tirou-lhe a camisa, mordeu-lhe os mamilos, com um certo prazer. Depois, sentindo-o excitado sob ela, foi tirando-lhe a roupa até deixá-lo deitado no chão, completamente nú. Pegou o chicote e começou a dar-lhe algumas chicotadas, a princípio sem força, mas à medida em que seu prazer aumentava, aumentava também a intensidade das chibatadas. Visava o peito, depois as costas, as nádegas e coxas. Enquanto o flagelava, começou a tirar o vestido vermelho, depois o sutiã e a calcinha, ficando tão nua quanto ele, que lhe disse ter, numa das gavetas, um par de algemas. Ela pegou as algemas e fez com que ele rastejasse até o quarto, dando-lhe, pelo caminho, novas e fortes chibatadas. Lá, havia sobre a cama uma coleira que, imediatamente foi colocada no pescoço dele. Algemou as mãos de Slave nos pés da cama, prendendo também a corrente da coleira e colocou um lenço dentro de sua boca, deixando-o totalmente à sua disposição. Usou e abusou do corpo dele tanto quanto quis, dando-lhe tapas no rosto, mordendo seus mamilos, seus lábios e outras partes, levando-o ao delírio. Com o corpo coberto de suor, foi sentando-se sobre o sexo em riste do rapaz e cavalgou-o vorazmente, até fazê-lo gozar entre gritos, tapas e chicotadas. Ela também gozou, tão abundante e ardentemente, como nunca havia conseguido antes. Deixou-se permanecer sentada sobre ele, sugando o resto de suas energias, deixando-o amolecer e afrouxar-se dentro dela. Soltou-se, foi até o banheiro, ligou o chuveiro e lavou-se toda. Enxugou-se, ajeitou os cabelos e voltou para a sala, onde jazia, no chão, o vestido vermelho. Vestiu-o sobre o corpo nú, calçou os sapatos e saiu, deixando de lembrança ao rapaz algemado no quarto, a calcinha e o sutiã. Antes de fechar a porta do apartamento ouviu-o chamando-a. A voz era incerta, insegura...
Desceu, tomou um taxi e foi para casa, onde dormiu o resto da noite como há muito não conseguia.
Zeca07 - 23h32
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Caros amigos,
estaremos indo, eu e meus pais, para Sumpaulo amanhã cedo. Nada de sério; apenas os exames médicos de rotina de ambos e alguns assuntos pendentes de solução por lá.
Estarei desconectado por, pelo menos, uma semana. Mas sempre que possível, darei uma escapadinha para um cyber-café (ou será lan-house?) onde atualizarei a leitura dos blogues amigos, verificarei meus e-mails e os responderei (ou não) e outras coisas que só podemos fazer quando estamos diante de um computador.
Falando em cyber-café, ou em lan-house, confesso minha total ignorância quanto ao(s) significado(s) dessas palavrinhas. Prá mim é tudo a mesma coisa! Em ambas eu posso alugar por um espaço de tempo uma destas deliciosas e viciantes maquininhas de fazer doidos, que são os computadores; me conectar com os amigos, com quem quiser. Além de, em ambos os casos, também ter a possibilidade de degustar um (nem sempre) delicioso cafézinho, ou comer alguma guloseima. Alguém saberia me dizer qual a diferença entre elas?
Até breve! E tenham todos uma ótima semana!
Zeca07 - 18h19
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O surgimento de um deus
O samba animava o povo que dançava na avenida, enquanto a escola, com suas fantasias luxuriosas, evoluía qual uma serpente multicolorida. Carros alegóricos mostravam corpos femininos e masculinos em toda sua exuberância, tendo como tentativa de esconder (ou seria realçar?) mínimos detalhes íntimos; pequenas alegorias rebuscadas em pedrarias e plumas. Nos rostos, sorrisos plastificados mostrando pérolas clareando as bocas, e olhos brilhantes de onde partiam raios lúbricos em todas as direções, tentando atingir o coração mais próximo. Sob aquelas fantasias desenvolviam-se sonhos, alguns impossíveis, outros irrealizáveis, mas alguns possíveis. Sob a garoa fina que refrescava os corpos em movimento, a energia emanada desses milhares de sonhos inebriava e irmanava a todos. O conjunto, representante de uma festa pagã, parecia-se mais com um ritual religioso, repleto de anjos de todos os matizes, dispostos a trazer alegria, descontração, felicidade. Durante o desfile, ao som inconfundível da bateria, colorida pelos puxadores de som, todos eram apenas almas puras e bondosas, misturando à sua própria, a felicidade espalhada por todos os lados.
Apenas um anjo não compareceu naquela noite.
Ele vestiu-se de plumas, realçou o corpo esculpido durante todo o ano na academia, evidenciou com um minúsculo tapa sexo o membro do qual sempre se orgulhara e enfeitou as costas com longas asas de penas de pavões albinos. Sobre a cabeça, realçando o rosto de perfil grego e másculo, uma armação equilibrava uma espécie de capacete grego, enfeitado por plumas douradas, aumentando seu um metro e oitenta e dois de altura. Olhou-se ao espelho e gostou do que viu. A imagem refletida mostrava um homem em todo o esplendor dos quarenta anos, transformado num belíssimo anjo guerreiro, cujas coxas, definidas em infindáveis exercícios, suportavam um corpo escultural. Sorriu satisfeito. Mas seus olhos não corresponderam àquele sorriso que, logo, se apagou.
Sentiu uma certa lassidão e tentou explica-la pela expectativa que acomete a todos antes do desfile. Recostou-se num sofá confortável, esticou as pernas e deixou a cabeça pender para trás, tomando cuidado para não estragar as plumas. Entrecerrou os olhos para um minuto de descanso, ainda a tempo de perceber a magnífica figura, ainda mais bela que ele, se aproximando lentamente, como se viesse flutuando.
A fantasia que cobria o corpo hercúleo do novo personagem ganhava em riqueza, em colorido e em exuberância. Sua disposição sobre o corpo evidenciava toda a musculatura, transformando-o num ser totalmente erotógeno, provocando delírios sensuais. Desejou-o com toda sua alma, cerrou os olhos e entreabriu os lábios como se aguardasse um beijo de amor.
Em segundos, o Eros recém aparecido foi tomando-o em seus braços, fazendo com que ele sentisse todo o seu corpo sendo envolvido e amalgamado ao corpo ansiado. Sentiu um leve sopro sobre seus lábios entreabertos que se foram umedecendo à medida que se uniam ao outro em um beijo doce e ardente. Totalmente abandonado àquela paixão inexplicável, já nem se lembrava que lá fora era carnaval e que outras pessoas o aguardavam para compor um carro alegórico.
Sentia-se cada vez mais relaxado, embora todos os seus sentidos estivessem em estado de alerta para saborear cada centímetro daquela pele que se colava à sua. Pouco a pouco, ambos os corpos foram se fundindo, as fantasias se transformando em uma e os corpos magníficos transformando-os em um novo deus capaz de provocar iras e ciúmes no Olimpo.
E assim, aquela figura divina foi se elevando no ar e, completamente orgulhosa do novo ser criado pelo amor, saiu flutuando pela pequena janela. Pairou alguns segundos sobre a escola que ainda evoluía na avenida para, em seguida, tomar o rumo das estrelas. O samba que animava os foliões foi, pouco a pouco, sendo substituído pela música dos astros que iluminam o infinito...
Zeca07 - 21h47
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Contardo Caligaris
"Closer - Perto Demais": por que somos infelizes em amor?
Concordo com Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal". Mas "Closer Perto Demais", de Mike Nichols, me deixou pensando diferente: de perto, somos normais demais. O filme é uma demonstração tocante de nossas impotências e incompetências sentimentais. Se você quer saber por que, em regra, somos infelizes em amor, não perca. Para não estragar o prazer de quem não viu o filme, nada de resumo, apenas as reflexões fragmentárias com as quais passei a noite, depois de ter assistido a "Closer - Perto Demais".
1) Por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um encontro (que sempre parece mágico) pode levar alguém a trocar a intimidade de um casal companheiro por uma visão? Os evolucionistas dizem que os homens são infiéis por necessidade biológica. Para que a espécie continue, os machos seriam programados com o desejo de fecundar todas as fêmeas possíveis. A teoria tem uma falha: as mulheres são tão infiéis quanto os homens (embora os homens se recusem a acreditar nessa banalidade). O senso comum tem outra explicação: a paixão iria se apagando com a repetição, os humanos gostariam de novidade. Pequeno problema: a idéia de que a novidade seja um valor é especificamente moderna; no entanto a inconstância em amor é um hábito antigo. Outro problema ainda maior: na condução de nossas vidas, somos obstinadamente repetitivos. Insistimos nas mesmas fantasias e nos mesmos sintomas. Contrariamente ao que diz o provérbio, errar é divino, perseverar é humano. Por que seria diferente em matéria amorosa? Como pode ser que um encontro, em que mal se sabe quem é o outro ou a outra, contenha uma promessa que basta para levar alguém a dar um chute num amor que dura? Tento responder: apaixonar-se é idealizar o outro, durar no amor é lidar com a realidade do amado ou da amada. Antes de ponderar os charmes da idealização, duas observações. Um impasse: para manter a paixão, devo continuar idealizando o parceiro. Mas, para idealizar o outro, devo mantê-lo a distância. Se mantenho o outro a distância, renuncio aos prazeres de amor, companheirismo, cumplicidade, convivência. Um paradoxo: se me separo porque me apaixono por outra ou outro, o parceiro que deixei se distancia de mim, portanto volto a idealizá-lo e a me apaixonar por ele.
2) Por que gostaríamos tanto de idealizar o outro que vislumbramos num novo encontro? Uma nova paixão amorosa é provavelmente o sentimento que mais pode nos transformar, para o bem ou para o mal. Por exemplo, se o outro me idealiza, carrego seu ideal como um casaco novo: modifico minha postura para que o pano caia bem no meu corpo. De uma certa forma, tento me parecer com o ideal que o outro ama em mim. Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontro um novo parceiro, mas porque, ao me apaixonar, descubro ou invento um novo ideal e, ao ser amado, mudo para me aproximar do que o outro imagina que eu seja. A inconstância amorosa talvez seja a expressão imediata do desejo de mudar - não de trocar de parceiro, mas de se reinventar. Não é estranho que, na hora em que um amor começa, alguém decida se dar um novo nome. Nenhuma mentira nisso, apenas a convicção e a esperança de que a paixão nos transforme. Infelizmente, mudar é difícil: a sedução exercida pelos novos amores é uma veleidade, um pouco como as resoluções de que as coisas serão diferentes no ano que começa.
3) Dizem que um casal que se ama briga muito. O uso erótico das brigas é conhecido: a paz se faz na cama. Menos conhecido é o uso amoroso das brigas: chegar ao limite da ruptura pode ser um jeito de recomeçar, de voltar ao momento inicial da paixão, quando ambos esperavam que o amor os transformasse.
Problema: ninguém sabe qual é o ponto de equilíbrio além do qual as brigasnão garantem renovação nenhuma, apenas desgastam um amor que se perde.
4) Alguém se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais, você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que você me peça. Quem pensa e age assim, em geral, fica sozinho no fim.
5) Um homem volta para o lar depois de ter estado nos braços de outra. Sua mulher pergunta: você me ama ainda? Ela tem razão, é a única pergunta que importa.
Uma mulher volta para o lar depois de ter estado nos braços de outro. Seu homem pergunta: você esteve com ele? Insiste: quero a verdade. Pede os detalhes: gostou? Gozou? Onde aconteceu, em que posição, quantas vezes? O ciúme feminino é uma exigência amorosa. O ciúme do homem é uma competiçãocom o outro, um duelo de espadas, uma esgrima homossexual que tem pouco a ver com o amor pela amada e muito a ver com as excitantes lutinhas masculinas da infância.
Enfim, quem sabe o filme nos ajude a inventar jeitos de amar menos desafortunados e mais interessantes. @ - ccalligari@uol.com.br
Após a leitura deste texto, não tive como não reproduzí-lo, integralmente aquí. E você? O que pensa a respeito?
Zeca07 - 19h56
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